domingo, 18 de abril de 2010

Crianças



Apesar de ter ocorrido há mais de 10 anos, esta cena ficou fortemente impressa em minha mente:

Dois garotinhos, o mais velho talvez com 4-5 anos de idade, ao qual me referirei como "Pequeno" e o outro com 2-3 anos de idade, ao qual me referirei como "Pequenino", andavam de velocípede (cada um com o seu). Pequenino seguia (e imitava) Pequeno. Era uma festinha de criança, e o salão onde brincavam possuía uma área de piso mais elevado cuja junção com a área mais baixa formava um pequeno degrau.

Pequeno era mais rápido que Pequenino, que se esforçava muito para seguir o maior, seus olhinhos totalmente focados em sua meta. Em um dado momento, Pequeno decide
passar para a área mais
elevada. Ao aproximar-se do degrau diminui a velocidade, apoia os pés no chão, levanta a roda da frente do velocípede e supera o obstáculo quase sem interromper o movimento.

Atrás, Pequenino vem a toda velocidade, ainda com os olhos fixos em sua meta, o Pequeno, e... colide bruscamente com o degrau. Um breve momento de desconcerto, sem entender o que o fez parar... e seus olhos voltam a identificar a posição do Pequeno, a expressão facial volta a ser de concentração e determinação, Pequenino volta a pedalar e... colide mais uma vez com o degrau.

Ele então parece compreender que algo está errado, olha para o chão, vê o degrau. Levanta-se, olha de novo, analisa... então se posiciona atrás do velocípede e empurra com toda força... sem efeito. Ele volta a olhar a situação com expressão confusa, mas determinada. Sobe o degrau, posiciona-se à frente do guidão, e puxa com toda força... nada. Então muda o ângulo do puxão, a roda da frente se levanta, ele puxa mais forte... e a roda da frente sobe o degrau. Animado, Pequenino continua puxando... mas as rodas de trás colidem com o degrau e não sobem. Após mais alguns puxões ele desce novamente, posiciona-se por trás do velocípede e puxa para cima, finalmente conseguindo fazer as rodas de trás subirem o degrau. Ufa!

Sem parar sequer para comemorar seu grande feito, Pequenino rapidamente volta a sentar-se ao velocípede, os olhos avidamente procurando por Pequeno. Ao localizá-lo, volta a segui-lo o mais rápido que pode.

Você pode estar se perguntando porque eu fui tão cruel de ficar só olhando tudo isso em vez de ajudar o Pequenino. Bom, em primeiro lugar, apesar de reconhecer estar tão fascinado pela cena que o impulso de ajudar demorou um pouco mais do que deveria, tudo ocorreu tão rápido que mal tive tempo de me aproximar.

Em segundo lugar, se tivesse ajudado teria privado Pequenino de uma excelente oportunidade de aprendizado. A partir daquele momento, ele subiu e desceu o degrau várias outras vezes, e cada vez com mais desenvoltura.

Por que esta cena me chamou tanto a atenção? Consigo ver alguns motivos conscientes, e sinto que há vários inconscientes também. Vou tentar colocar alguns (dos conscientes, claro) em palavras:

As crianças são os seres humanos com maior capacidade de aprendizado. Nesta fase da vida fomos feitos para aprender. Entretanto, diversas de nossas habilidades infantis vão se perdendo ao longo do tempo. Quem sabe um dos principais segredos para continuarmos aprendendo ao longo de toda a vida seja conseguirmos manter algo de nosso espírito infantil. Temos muito a aprender observando as crianças.

O que Pequenino fez que poucos adultos ou adolescentes fariam em uma situação similar? Para começar, não se importar com sua "imagem social". Estando em público, poderia ocorrer que na primeira colisão com o degrau outras pessoas achassem a cena engraçada, e rissem. Um ser humano mais velho que Pequenino poderia sentir vergonha, inibir-se e desistir para não "expor-se ao ridículo" ou "pagar mico".

Acredito ser este um dos motivos pelos quais todo mundo aprende a andar (salvo por dificuldades físicas), mas nem todo mundo aprende a andar de bicicleta, patins, skate ou similares. A criança aprendendo a andar tem muitas dificuldades, cai com frequência, mas nem ela, nem seus pais, nem qualquer pessoa duvida de que, um dia, ela vai conseguir. E ela consegue, é claro.

Quando uma criança de 7-8 anos se interessa por aprender a andar de patins, por exemplo, a coisa já é bem diferente. Ela ganha seu primeiro par de patins, coloca-os e... cai, claro. Mas, agora, alguns de seus coleguinhas podem estar olhando (alguns até rindo ou caçoando), e a criança se sente envergonhada, ou até inadequada. Cair ou errar deixa de ser visto como parte natural do processo de aprendizado, passando a ser embaraçoso, desconfortável, emocionalmente doloroso.

Às vezes, até os próprios pais podem achar seu filho "desajeitado" ou "descoordenado" e terem dúvidas sobre a capacidade de a criança realmente conseguir andar de patins. A criança sente isso, mesmo que os pais não falem. E algumas desistem.

Experiências como estas geram todo tipo de crenças negativas que afetam, por exemplo, a vida escolar da criança ou adolescente. É bastante comum ouvirmos alunos dizendo frases do tipo: "Eu não consigo aprender Matemática" ou "Sou muito ruim em redação".  Isso faz com que o estudante se dedique ainda menos a esses assuntos, devido ao desconforto associado ao não saber resolver um problema de Matemática ou escrever uma redação ruim. É o clássico círculo vicioso: "Como não sei, não gosto. Como não gosto, não me dedico. Como não me dedico, não aprendo. Como não aprendo, continuo sem saber".

Em sala de aula, isso normalmente se traduz em uma completa inversão de valores: a aula mais apreciada é a que faz o aluno pensar menos, a que entrega o conhecimento pronto, mastigado, pré-digerido... exigindo o mínimo esforço do estudante, expondo-o menos ao desconforto do "não saber".

Por exemplo, em minhas aulas é comum ouvir o seguinte comentário de aluno (geralmente após eu mostrar a solução para algum problema interessante): "Pôxa, eu nunca ia pensar nisso...". Mais importante é o tom no qual a frase é dita, e a expressão facial que a acompanha: desânimo, até mesmo tristeza. Minha resposta é sempre a mesma:

"Acabei de mostrar algo em que você não pensaria sozinho, e você está triste? Nada disso, fique feliz! Ainda bem que você assistiu a esta aula, né?" – quem fez o comentário e quase toda a turma me olham com expressão confusa... após breve pausa para efeito dramático, eu continuo: "Já pensou se eu venho aqui e passo a aula inteira só falando de coisas em que você já pensaria sozinho? Pra quê que eu sirvo?"

O Pequenino, ao colidir pela primeira vez com o degrau, já sabia que o Pequeno tinha conseguido passar. O fato de alguém já ter conseguido resolver o problema que tinha diante de si não o desanimou ("Pôxa, eu nunca vou conseguir passar como o Pequeno..."); pelo contrário, deu-lhe a certeza de que era possível passar, e animou-o a buscar uma solução.

Outro aspecto é o foco. Pequenino estava tão certo do que queria, tão focado, que a tarefa de transpor o degrau era um inconveniente secundário. Superado o obstáculo, Pequenino voltou imediatamente sua atenção ao mais importante. Observo adultos e adolescentes perderem o foco com muito mais facilidade, às vezes concentrando-se tanto nos obstáculos a ponto de deixarem de lado suas metas principais.

Em uma empresa, por exemplo, foco é o que ajuda a distiguir entre um funcionário eficiente (foco em tarefas) e um funcionário eficaz (foco em resultados). O funcionário eficiente passa horas, às vezes dias, focado em desenvolver uma maneira de subir o degrau. Faz hora extra, investe recursos, convoca reuniões... e resolve o problema. E afirma orgulhoso: "Eu consegui subir o degrau!"

O funcionário eficaz descobre a rampa que já existia e se dedica a seguir o Pequeno.

Este texto já está muito longo. Mas essa lembrança do Pequeno e Pequenino me leva a várias outras reflexões sobre aprendizado. Falei sobre ela a meus alunos algumas vezes, e cada vez enfoquei um aspecto diferente. Talvez eu escreva mais sobre isso no futuro. Enquanto isso, tenho certeza de que o leitor terá suas próprias reflexões sobre a atitude e o comportamento do Pequenino. Que tal compartilhá-las conosco?

38 comentários:

  1. simplesmente perfeito!! Vou refletir sobre o tema e tentar ser o funcionario eficaz e me dedicar ao máximo às minhas metas!!

    abcz

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  2. sorry, funcionário eficiente!!!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Professor adorei o texto e o blog ! Nunca tinha tido um tempinho para entrar,mas a partir de agora,quando puder estarei aqui !
    beijao

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  5. Samuel Elite Mad.
    Não sei o que dizer. Esperava um outro tipo de lição. Algo que me fizesse ver o mundo diferente por exemplo, e bato de frente com uma situação tão comum. Quantas vezes eu já fiquei só olhando para o degrau e só.
    Mais uma lição aprendida e extremamente necessária para por em prática.
    Obrigado professor, mais uma vez.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. É, Samuel, quantas vezes o mais simples e comum é o que faz mais diferença... Crescemos ouvindo histórias de fadas madrinhas e passes de mágica que mudam para sempre a vida de alguém... (e histórias assim continuam a ser campeões de audiência no rádio e na TV). Mas as mudanças realmente importantes são resultado de pequenas ações consistentes realizadas todos os dias durante meses ou anos... Subir um degrau por dia pode te levar muito alto...

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  8. F.Calixto - Elite Mad.
    Fantástico Mestre, parabéns pelo blog. No caminho encontramos obstáculos mais devemos manter o foco, me recordo de outro conselho sábio que você me passou e que se encaixa perfeitamente ai, olhar a situação, voltar a exemplos mais simples, não desistir, continuar tentando, como foi feito pelo pequenino.
    Novamente, parabéns.

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  9. Lu, adorei o seu blog e estou adorando o livro também. Parabéns!

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  10. Rufino Carmona25/04/2010 23:05

    Luciano, nesses tempos de estrada uma das coisas mais importantes que eu aprendi foi como se formam os círculos viciosos e os círculos virtuosos. Infelizmente, as pessoas são mais adeptas do primeiro, até porque, como você bem disse nesse post, a própria sociedade e, o que é pior, a própria família, quase sempre de modo inconsciente, põe seus filhos dentro de círculos viciosos e depois se queixam do mundo, das outras pessoas e até de Deus. Cá entre nós, coitado de Deus que leva tanta culpa sem as ter.

    Optar pelos círculos virtuosos é sensacional. Mas não se aprende isso com livros de auto ajuda. E nem mesmo com alguém lhe dizendo o que deva fazer. Isso só acontece com um profundo conhecimento de si mesmo, o tal do auto conhecimento. Seja como for que venhamos a adquiri-lo, vale a pena buscá-lo incessantemente. Só avançamos quando conhecemos nossos pontos fracos e principalmente os fortes.

    Adorei essa sua nova história. Ela, por si só, não tem a condição de mudar a vida de ninguém, mas tem a mais legítima e digna condição de fazer-nos pensar. As coisas nesse mundo, cada vez mais, nos são dadas de mão beijada. Quem pensa, quem se põe à prova a todo instante está léguas à frente dos outros.

    É triste ver o ser humano reduzido a responder somente a estímulos exteriores. Não-saber, como já sabemos :-) é a melhor coisa do mundo. Ainda mais quando sabemos que outras pessoas já sabem o que nós não sabemos, como o pequenino sabia.

    Eu sou uma criatura sempre otimista. Tenho sempre a convicção de que tudo será melhor daqui a algum tempo. Leio alguns autores e tem um, em especial, apesar de eu não ser religioso, que muito me chama a atenção. Kardec (ou melhor, os espíritos que, segundo ele, lhe mandaram escrever seus livros) diz em "O Livro dos Espíritos" que grandes mudanças, que às vezes nos parecem acontecerem da noite para o dia, muitas vezes levam anos, décadas e quem sabe séculos para aparecerem. Mas quando surgem parecem que foram executadas naquele instante tão somente.

    Mas muito pelo contrário. Diz Kardec ou o "espírito" que lhe ditou: "Grandes mudanças são conseguidas com trabalho árduo, dia após dia, com base em muitos experimentos e muitos erros e acertos. Nada que nos parece sensacional veio do acaso ou veio de alguma ideia superficial, rápida".

    Que os MSNs, facebooks, twiters e os blogs contribuam como o seu. Mas, nesse ponto, sou um pouco menos otimista. Vejo muito lixo por aí.

    Mas, talvez, quem sabe, disso tudo surjam algumas preciosidades. Que dessa grande quantidade de informação da internet surja também qualidade, porque é disso que precisamos para avançarmos. Sempre!

    Adoro escrever e você me incita a isso no seu blog. Que bom! Espero estar contribuindo.

    Grande abraço,
    Rufino

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  11. Nossa... Como eu preciso desse blog!
    E como estou orgulhosa so meu irmão!
    Emocionada!

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  12. Mestre,
    Só li este artigo hoje, dia no qual tive a brecha de que precisava para acessar o blog pela primeira vez.
    Adorei o tema, a história e a idéia contida e já a estou pondo em prática.
    Abraço,
    Curty

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  13. Poxa...descobri esse blog por acaso e confesso que estou fascinada!!!
    ...como eu gostaria de estudar contigo professor...apesar de fazer bastante tempo que parei, nao por uma questao de gosto e sim por necessidades...principalmente financeira!
    Amei tudo.
    Um beeijo
    Vanúbia

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  14. Algumas vezes já pensei em algo parecido... Quando eu era criança eu só tirava notas boas, mas eu pensava que era por causa que as matérias eram muito fáceis, mas agora pensando melhor percebi que as coisas que eu estudava naquela época eram tão difíceis para uma criança quanto as coisas que eu estudo agora que estou mais velho. Mas então por que que antes eu aprendia com mais facilidade? Porque antes eu era totalmente focado nas coisas que eu fazia, tendo momentos em que alguem tinha que me chamar várias vezes pra quebrar minha atenção no que eu estava fazendo, sem contar que antes eu gostava de aprender...
    Este texto foi muito bom pra mim refletir parabéns para o dono do blog.

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  15. Muito legal professor! Entrar no Elite pra mim foi uma experiência muito legal! Conhecer o Senhor e o Álvaro, foi engraçado, justamente da aula de vocês que eu não gostava muito...Achava tudo muito rápido, não compriendia bem! Depois de algum tempo ao prestar atenção nas coisas que vcs e outros professores diziam percebi que as aulas que no início eu não gostava, haviam se tornado essenciais para mim! Obrigada pelo apoio.Quando eu passar no meu concurso irei sem sombra de dúvida no Elite e direi aos alunos: Escutem o que esses grandes homens tem a dizer, isso fará seu ano letivo ser diferente, bem diferente.

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  16. Maurilho Montine15/10/2010 22:00

    Muito bom o blog e os textos expostos aqui. Está de parabéns o Luciano. Estou iniciando hoje um curso (área tecnológica) e, por providência divina, achei este blog com conteúdos que me faz direcionar e estimular o foco no objetivo desejado. Show de bola! Me favoreceu a uma boa reflexão e estimulo para continuar, sem desanimar, mesmo que vá encontrar obstáculos ou degraus pela frente. Valeu mesmo. Vou recomendar. Um grande abraço.

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  17. bom, você deve ter uma bola de cristal, pois disse tudo o que estou vivenciando com minha filha. Ela tem 8 anos está no 3 ano e não consegue ler fluentemente, o medo de errar é maior do que a vontade de descobrir a história. Não estou conseguindo fazer com que ela suba o degrau, e na escola a desmotivação é muito grande.

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  18. simplesmente lindooooooooooo adoreiiiiiiiiiiiiiiii viu bjssssssssss

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  19. adorei o seu blog e estou adorando o livro também. Parabéns! ♥

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  20. parabéns !!!!! ♥

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  21. Realmente apreciei muito esse texto, além de interesante, nos faz refletir sobre educação. Parabéns.

    Valdori. Acadêmico em Pedagogia.

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  22. Foi bom encontrar alguém que se preocupa com o aprender e o ensinar do outro. Estamos envolvidos em um mundo de tenta pressa que mal paramos para observar grandes acontecimentos, e pequenos menos ainda...
    Quando você coloca o aprender como uma necessidade de experimentar, eu, concordo plenamente, pois só se aprende aprendendo, fazendo.
    Parabéns!!!!

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  23. Simplesmente chocante!
    Até fiz uma frase do que aprendi: "Concentre-se no alvo e não nos obstáculos"

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  24. Parabens professor! Quem faz crescer cresce! Aprender com as vitorias do passado, agradecer cada momento das nossas vidas, e estar disposto a aprender a enxergar a simplicidade, nos da a certeza de um futuro com mais ciencia da paz (paciencia) e mais amor!
    Alice

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  25. professora vc vez ,muito bem porque se tivesse ajudado ela nunca ia aprender iria sim mais ia se complicar ja aconteceu muitas coisas a sim comigo mais eu aprendi fazil mais ninquem se meteu e eu aprendi so tem uma pessoa que pode ensina ele coloca na mente e vc aprende ele coloca a luz a criança adulto jovem adolecete idoso qual quer um por que eele faz maravilhas acontecer o nome dele jesus de nazare.

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  26. Muito boa essa sua observação,coisas simples mas que mostra concretamente o comportamento das pessoas. Me trouxe grande lição.
    Parabéns professor !!!!!!
    Ana

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  27. genycuenca@hotmail.com08/01/2011 20:43

    Boa noite!
    Esse relato deixa claro,a importancia em buscar- mos algo para nossa propria reflexão no que diz ser professor e o ensinar com responsabilidade. Os novos métodos de ensino que bucamos em autores de nível qualitativo ta aqui! Parabém pelo seu blog e pela pessoa sábia que tu és.
    PARABÉNS..

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  28. boa tarde meu filho tem 2 anos e meyu anos ja sabe contar quaze ate ao 20 ele ja tem quadro numeros letras magnetikos mas eu nao sei como posso comesar ajudar escrever

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  29. Pois é andeii pesquisando sobre as crianças e .. gosteii muitoo deste blog .. é 10!!!!!!!! Lú soares

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  30. Olá
    Muito Bacana, conteúdo interessante.
    Se quiser conhecer meu Blog aparece por lá.
    Abraços
    http://aprendacomanet.blogspot.com/

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  31. otiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmoooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!

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  32. Oi estava aqui estudando quando encontrei seu blog .Linda lição de vida ,sou mãe de 2 lindas crianças .A primira coisa que fiz foi ligar para minha filha de 7 anos e fortalecer ela, tem tido dificuldade na leitura ,e agora percebo o quanto atrapalhei ela. Obrigada esta lição muito me edificou

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  33. Professor Luciano,
    É com muito prazer que lhe escrevo para comentar sobre esse texto que me foi apresentado por minha irmã, que a título de pesquisa me encaminhou. Não lhe conheço mas gostaria muitíssimo de referências para que eu possa divulgar seu trabalho e também, quem sabe, trocar experiências.Sou professora, trabalho há 16 anos em uma escola no Rio de Janeiro que utiliza a linha da teoria da Construção de Conhecimento, que tem tudo a ver com sua filosofia , tão bem relatada nesse texto.Inclusive quero acrescentar que a essa estratégia realizada por "Pequenino" Piaget denomina ele estar realizando "classificação de ações".Com sua licença, irei ler seu texto em um Grupo de Estudos no dia 30/03 estarei mencionando seu nome, com muito orgulho de ver respaldada toda nossa prática com alguém tão competente como você.
    Estou deixando meu e mail:sarevandro@gmail.com

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  34. Achei muito o jeito de ensinar as crianças

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  35. achei muito legal o jeito de ensinar as crianças

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  36. raquel nogueira(itanhandu)29/05/2011 23:21

    otimo, adorei a intenção, e vou prestar mais etenção em meus alunos e ver quando eles realmente precisam de ajuda e quando precisam ser observados e conseguir resolver seus problemas sozinhos.
    muito bom parabens, precisamos de pessoas como vc mesmo sabia. bjssssssssss pra todos

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  37. Comovente........Uma bela estória

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